Hospedagem na Pandemia: pensando as novas medidas e as pessoas com necessidades específicas

Man climbs CN Tower steps in wheelchair

Escrito por Ricardo Shimosakai

01/14/2021

A retomada do setor hoteleiro era uma das grandes questões que veio com a pandemia e com o “novo normal” do dia a dia das pessoas. As expectativas estavam no modo como seria essa reabertura, levando em conta todos os novos cuidados necessários para a garantia de uma total segurança quanto à saúde dos hóspedes.

A nossa experiência pode ser compartilhada nesse texto. Existe muita curiosidade e medo das pessoas que precisam viajar, por isso resolvemos expor como foi a hospedagem.

Logo na entrada, a temperatura de todos que vão se hospedar no local ou apenas passar algumas horas, é medida, e também estão disponibilizando álcool em gel para todos.   

Na recepção do hotel tinha divisória em acrílico transparente separando os funcionários dos hóspedes, além de álcool em gel no balcão e as maquininhas de cartão estavam com plástico para facilitar a limpeza.

Para uma pessoa com deficiência visual que tem baixa visão, a maquininha de cartão já é algo sem acessibilidade, a maioria tem um contraste ruim e letras pequenas, ela com um plástico fica ainda pior porque causa um reflexo, embaça e diminui a nitidez, sendo necessário aproximar ainda mais do rosto ou pedir ajuda. 

Nesse hotel em específico, também foi oferecido, logo que o pagamento da diária foi efetivado, frascos individuais de álcool gel para que os hóspedes pudessem levar para seu quarto, sendo permitido pegar outros, caso precisassem.

Foto de pessoas em uma fila para pegar sacolas com café da manhã. Estão em um balcão de atendimento do restaurante. Todas estão usando máscara ou face shield.
Como chegamos no horário do almoço, resolvemos fazer um pedido usando um aplicativo. O bar e o restaurante do hotel não estavam abertos para consumo no local, mas as mesas podiam ser utilizadas, e ofereceram elas para que pudéssemos comer a pizza que tínhamos pedido no delivery. A melhor opção é usar as mesas externas. Além disso, o restaurante do hotel ofereceu copos descartáveis, guardanapos e talheres.

Enquanto esperava o almoço, uma das coisas que observamos foi que as áreas comuns, como academia e piscina, estavam desativadas.

Outro aspecto de mudança significativa que observamos é a forma como o hotel está servindo seu café da manhã. Eles optaram por não tirar de suas diárias, por isso adaptaram o serviço. E todas as outras refeições que o hóspede pede no restaurante, também estão adaptadas. Ou seja, tudo está sendo servido no quarto. Segundo informações, vão voltar a servir no restaurante assim que possível, porém com restrições.   

O café da manhã veio em uma sacola personalizada, e dentro dela os alimentos estavam separados em embalagens individuais.

Esse novo sistema pode ser uma futura opção para o hóspede, já que ele pode comer no conforto do quarto, talvez pessoas com necessidades específicas possam se sentir mais seguras comendo sozinhas, é uma opção dela. Essa refeição podia ser repetida caso o hóspede quisesse.

Foto de uma cama de casal com lençol branco. Em cima da cama no canto direito toalhas brancas lacradas em plásticos.
Ao entrar no quarto já notamos um aviso que os quartos foram higienizados segundo as novas normas de higienização exigida. Assim, as toalhas que geralmente eram deixadas no banheiro, agora são deixadas separadas em sacos plásticos. Cada saco plástico tem uma toalha de rosto e uma de banho.

Por fim, o uso de máscaras é obrigatório em todas as áreas comuns do hotel, assim como o distanciamento entre as pessoas. é importante verificar a disponibilidade dos quartos, pois a maioria dos hotéis estão funcionando com uma ocupação reduzida, o que pode diminuir ainda mais os poucos quartos acessíveis disponíveis.

Apesar de tudo, o turismo parou por pouco tempo e vem retomando aos poucos, principalmente o turismo local. Haverão variações, pois as regras de segurança podem ser diferentes em cada cidade ou região. As viagens internacionais terão um processo de retomada mais lento, então as viagens locais serão mais procuradas e será a grande força para a volta do turismo brasileiro.

Este artigo foi escrito por Mylena Rodrigues (@mynspira) e Ricardo Shimosakai (@ricardoshimosakai), consultores em acessibilidade e inclusão, palestrantes e membros da ABRATURA (Associação Brasileira de Turismo Acessível)

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