Turismo acessível em Salvador. Destino para ser explorado!

por | 6 Maio, 2020 | Viagens e locais acessíveis | 0 Comentários

Esta matéria é uma parte de uma matéria maior publicada pela Revista D+ escrita pelo repórter Paulo Kehdi. A matéria passa dicas de Ricardo Shimosakai, para a visitação em 6 destinos onde já visitou e realizou trabalhos. Os destinos são Bonito/MS, Manaus/AM, Rio de Janeiro/RJ, Salvador/BA, São Paulo/SP e Serras Gaúchas/RS.

Ricardo Shimosakai é Consultor Especializado em Acessibilidade e Inclusão e também criador da Turismo Adaptado, divulga seu conceito Acessibilidade Funcional através de cursos, palestras e matérias e também criou o Projeto Autonomia junto com Mylena Rodrigues, outra especialista no assunto que possui baixa visão. Veja neste capítulo, as dicas para uma viagem acessível em Salvador

Turismo acessível em Salvador

A capital da Bahia foi eleita por Shimosakai como a que oferece mais atrativos, se formos considerar a região nordeste do Brasil. O primeiro local destacado foi a Igreja do Senhor do Bonfim, cuja construção iniciou em 1754 e finalizou quase 20 anos depois. De arquitetura colonial portuguesa, com duas torres sineiras laterais, ela chama atenção por suas dimensões e pela posição de destaque em que foi instalada na Sagrada Colina. É uma das mais tradicionais igrejas da cidade e um dos maiores símbolos do sincretismo religioso local.

Conhecida pela fé dos católicos no padroeiro da cidade, ela representa elementos do candomblé, onde o Senhor do Bonfim se une a Oxalá, pai de todos os orixás. “Além de ser um ícone do turismo baiano, o local é acessível, possui rampas e banheiro adaptado. Ela é linda por dentro, obrigatória a visita”, diz Ricardo.

O Pelourinho é outro queridinho dos turistas. Popularmente chamado de Pelô, localiza-se no Centro Histórico, na área que abrange as ruas que vão do Terreiro de Jesus até o Largo do Pelourinho, apresentando um conjunto arquitetônico colonial barroco preservado e integrante do Patrimônio Histórico da Organização das Nações Unidas.

Compõe-se de ruas estreitas, enladeiradas e com calçamento em paralelepípedos. Situado no coração do centro histórico da cidade, é um grande shopping ao ar livre, pois oferece inúmeras atrações artísticas e musicais. Há uma concentração de bares, restaurantes, boutiques, museus, teatros, igrejas e outros monumentos de grande valor histórico. É também repleto de atividades culturais e eventos, especialmente à noite, como as práticas do grupo Olodum, a cada domingo e terça-feira.

Os Filhos de Ghandi também têm práticas nos meses que antecedem o Carnaval. No Pelourinho, estão sedes de várias organizações, tais como a Fundação da Casa de Jorge Amado e o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac).

O local passou por um projeto de acessibilidade, chamado de “Pelourinho Acessível”. Entre as ações, realizadas a partir de 2012, podemos destacar: alargamento da calçada em uma das laterais da rua; a construção de algumas travessias com base em concreto ciclópico, tornando o terreno menos acidentado; recuperação da passarela no Largo São Francisco; e a presença de rampa na Fundação da Casa de Jorge Amado. “Mesmo com essas ações é preciso ter espírito para encarar dificuldades, pois o piso, mesmo que melhorado, ainda causa problemas para um cadeirante por ser irregular. Mas o local é incrível também”, diz Shimosakai.

É importante não confundir a Fundação da Casa de Jorge Amado com a casa onde o grande escritor brasileiro morou com sua esposa Zélia Gattai, também autora reconhecida, localizada no bairro do Rio Vermelho. Chamada de Casa do Rio Vermelho, apresenta toda a riqueza cultural vivenciada pelo casal, que comprou o imóvel em 1960. Possui mais de dois mil metros quadrados, incluindo o jardim onde as cinzas de Jorge e Zélia foram depositadas. Reformada pela prefeitura local, é totalmente acessível à pessoa com deficiência física.

O Mercado Modelo e o Elevador Lacerda são outros pontos imperdíveis de visitação. No Mercado, artesanato local, 263 lojas e uma infinidade de restaurantes. Tudo num único lugar! O Elevador Lacerda é outro símbolo da cidade, um dos mais conhecidos cartões postais da Bahia. Apesar de secular, é um conjunto moderno, que recebeu várias reformas ao longo dos anos. Liga a Praça Tomé de Sousa, na Cidade Alta, à Praça Cayru, no bairro do Comércio. Possui duas torres, quatro cabines e 73,5 metros de altura. Tem capacidade total para 128 pessoas, nas quatro cabines, e a viagem dura 22 segundos. Transporta, em média, mais de 750 mil pessoas por mês, funcionando 24 horas por dia.

Não poderíamos encerrar nossas dicas sem mencionar as lindas praias de Salvador e a rica gastronomia local. Entre as primeiras, destaque para Porto da Barra, Farol da Barra e a praia de Ondina, localizada em bairro nobre da capital baiana. Na parte da culinária, são tantos os deliciosos pratos com frutos do mar que seria impossível destacar algum. E, claro, experimente o famoso acarajé. Mas, cuidado! Se te perguntarem se frio ou quente, não é da temperatura que estão falando, mas sim da quantidade de pimenta que irão colocar!

Dica de Hotel: Hotel Deville

Fonte: Revista D+

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